All about me

16 Jun

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E os velhos rascunhos, poemas de uma época em que a minha alma era completa, e os pensamentos eram abençoados pelo bom hábito de escrever e saber expressar meus sentimentos através de palavras. Épocas em que as minhas palavras eram brandas, cheias de vida, sentidos, muitos significados por trás de cada expressão e frase capciosa.

Frases que descreviam diversas situações e por trás delas eufemismos, apologias, ironias, sentimentos de aventura, descobrimento, críticas sociais, opinião.

Após muitas fases novas, desenvolvimento pessoal, relacionamentos em níveis antes por mim desconhecidos, novas e grandes responsabilidades profissionais e pessoais, amadurecimento e muitas dúvidas decorridas de uma adolescência pré matura, vieram as grandes mudanças e constantes mudanças. O hábito de se adaptar facilmente e avidamente aos diversos tipos de situações.

Com o passar de todas as turbulências, fui perdendo partes de mim pelos caminhos, partes essas que já não serviam aos seus devidos propósitos, e que por medo de não quererem fazer mais parte da minha pessoa deixei-as pra trás. Segui em frente.

Com o passar do tempo me agarrei às grandes coisas e esqueci-me das pequenas, essenciais e vitais.  Adaptei-me após cada conflito, após cada relacionamento ou objetivo mal sucedido. Sempre buscando seguir em frente, com plenitude.

Sempre tive o espírito aventureiro, tentei lutar ao máximo pelo que achava certo, sempre me dediquei a entender o diferente, admirar as coisas ao meu redor, coisas que na maioria das vezes se tornavam banais à maiorias das pessoas. Dar valor a detalhes que por muitos haviam sido esquecidos. Deixei os traumas de infância relacionados à minha família em segundo plano e me ater a construção do meu caráter e da minha vida.

Por muito tempo foi tudo o que eu fiz, tentar viver ao máximo e aproveitar o amor daqueles que encontrei ao decorrer da minha vida, aqueles que me acompanharam e fizeram parte do que me tornou o que sou hoje. Mas, como toda história nada é perfeito. Fui acumulado problemas e frustrações que me seguiram por boa parte da minha vida, principalmente familiares (estes me acompanharam a vida inteira, ou até recentemente).

As lembranças que por muito me aterrorizaram, meu pai violento, que em um momento era tão presente, no outro, o abandono. Minha mãe, crescida num ambiente patriarcal onde através de muitos traumas transferiu suas frustrações através de anos em mim, nas diferenças do modo de tratamento para com o meu irmão e eu. Meu padrasto seu lado alcoólatra que no momento está bem tranqüilo. Uma adolescência bem conturbada devido a diversos outros fatores…

E nos momentos mais recentes, relacionamentos. Não tenho a habilidade de mantê-los.  Dentre todos os pequenos casinhos e namoricos adolescentes… Bem, nada de muito especial. Nunca fui capaz de dizer um “eu te amo”. Tive diversos “ficantes”. Sempre fui muito bonita, divertida, com muitos amigos, alguém com uma facilidade enorme em se comunicar e fazer amigos, mas nunca tive muita sorte em questões do coração. Sorte ou sou eu mesmo. Acho que me apaixonei três vezes na ‘pior’ parte da ‘aborrecência’. Uma por grande amigo, que deixei desgastar a paixão até nada mais restar. Motivo um: era namorado da minha melhor amiga (que diga-se de passagem não estava nem ai para o pobre coitado, e seu interesse era por seus amigos…) E depois com o tempo perdi o interesse, ele pelo contrário interessou-se muito e tarde demais. Nunca disse “eu te amo”.

Segunda paixão (?): alguém que conheci através de outros amigos, devia ter uns 15 anos, éramos apaixonados, mas o fulano era um total perdido, sumia de tempos em tempos, e era uma pessoa amável, porém problemático. Acabamos nos afastando por falha de comunicação. Já que na época eu não possuía computador, e quebrei o meu celular (meio que propositalmente) e pra completar, havia me mudado. Tudo que fiquei sabendo tempos depois foi que durante uma semana ele me esperou durante as manhãs no caminho em que eu fazia pra ir à aula, tentando me encontrar, no entanto eu havia me mudado e ele não tinha conhecimento desse fato.

Terceira paixão: Ensino médio. Durante uma viagem a São Paulo me aproximei de um colega de outra turma. Não me recordo bem o desenrolar da história, mas ele havia se aproximado de mim na viagem e de outra colega. Resumo da história: no começo ficou com nós duas, até o momento e que a história desenrolou e ficamos algum tempo juntos. Uns seis meses (dizem que é o tempo que dura uma paixão). Sempre me adaptei fácil às situações e tomei por verdade que o fulano não prestava e o tratei apenas como mais um, o usei, e tirei minha virgindade. Nada romântico, não? Mais ele havia sido o escolhido, e embora não fossemos um casal como qualquer outro considerado “normal” e socialmente certinho (de acordo com os paradigmas de certo da sociedade, separado por categorias e alianças), eu gostava dele. Depois correspondi ao afastamento, e segui sem olhar prá trás.

Nunca me havia me apegado de verdade a ninguém, sempre fui de curtir sem compromisso e sempre fugi destes. Nunca havia achado ninguém que valesse a pena ter algo contínuo, duradouro, estável. Então, simplesmente me aventurava e minhas paixões se tornavam dignos apenas de relacionamentos casuais. Nunca construtivos. Mas, aprendi muito.

Faculdade. Minha primeira faculdade… Turismo. Me abriu caminhos, expandiu minha mente, e me permitiu descobrir minhas reais vocações e interesses. Primeiro ano de faculdade: conheci alguém especial. Construí algo, eliminei diversas barreiras, me envolvi de corpo e alma com alguém. Meu professor de Leitura e Interpretação de Texto. Nos apaixonamos de um jeito singular. Nunca consegui me envolver verdadeiramente com alguém sem que houvesse um encontro memorável. Uma aluna com ótimas notas, e hostil em especial com esse professor, saímos uma bela noite para curtir uma balada e acabamos ficando… Incrível. Memorável. Crescemos juntos, aprendemos. Ele não estava numa fase muito boa, e após um ano juntos… Morei com ele por algum tempo, fazíamos de tudo, éramos completamente felizes, e pela primeira vez quis algo a mais. Não deu muito certo. Pois o romantismo imposto à mim pelos moldes da sociedade e que desejei de coração era muito diferente do romantismo e conceitos de relacionamento dele. Perdi a chance de dizer “eu te amo”. E quando o fiz, pela primeira vez, foi de um modo infeliz e era tarde demais.

A pessoa mais importante em toda a minha vida… a única a qual havia me entregado verdadeira e confortavelmente… Preferi um estranho a não tê-lo como meu. Errei, cresci. Mas, mais uma vez demonstrei o dom de transformar alguém especial e importante em um estranho. Como sempre fiz. Por medo de não ser correspondida.

E entre aventuras, e um maior fluxo de diversão e me entregar aos pequenos e grandes prazeres da vida, acabei continuando a ignorar problemas e jogá-los em segundo plano.

Sempre fui de me aventurar, aproveitar ao máximo. Festa, companhias de amigos, shows, viagens… E com uma leve tendência ao extremismo perdi o freio.

E entre festas, viagens, e pessoas novas, quando menos esperava conheci o alguém. Alguém que no começo não havia me chamado atenção, era apenas mais um na multidão, mas em que uma noite aleatória acabou no palco (?) e sem saber cantou aquela música, sua música de um tempo importante. Em que entre um abraço empolgado, uma risada sincera, elogios, acabou em um maior entrosamento, vodca e o beijo. Não era um beijo como qualquer outro. Havia sido o primeiro beijo desde uma outra época…

Sempre curti minha solteirice, sempre curti não me envolver embora adoro a sensação de estar apaixonada, sentir-se viva. Sempre gostei muito de me divertir, apreciar algumas boas risadas, aproveitar ao máximo os momentos, viajar, ter desapego, curtir.

E depois, do beijo, de um outro show, e o reencontro de um alguém. Amigos, curtição. E ele estava lá… legal, normal. Depois de paquerar uma guria qualquer, e provavelmente seduzi-la com sorrisos e palavras fáceis, sumir por um tempo com ela, ele retorna e começa a entrosar contigo, dizer palavras que soavam ligeiramente apaixonadas, mas como qualquer mente e coração um pouco mais esperto, experiente e alerta, mantive os pés atrás e curti o momento, como se fosse qualquer outro.

Tempos depois, nos conhecemos melhor, fizemos amizade, e se tornou alguém querido, amigo. Resumo: Começamos a nos envolver, tinha palavras muitos doces e gestos carinhosos, mas somados ao nosso “grande começo”, meus medos bobos e seu orgulho que em alguns momentos se tornava destrutivo pros que estavam a sua volta, e meus problemas ignorados por uma vida vindo a ativa, me perdi. A falta de compreensão dele, me levaram aos velhos de hábitos de através de palavras destrutivas e discursos cansativos tornar pessoas especiais em estranhos.

Sempre curti mais os momentos sozinha, talvez porque além de todas as coisas, eu não sei lidar com uma outra pessoa. Confiar, me abrir. Sempre atrai os piores e mais errados tipos.

Estranho e doce, com ações confusas e palavras fáceis. Uma pessoa maravilhosa, por trás de olhares, momentos, e textos, conversas. Mas, que não soube lidar com sentimentos que se desenvolvem com paciência. Foi imaturo e imediatista. Talvez achasse que eu não correspondesse seus sentimentos por não entregar minha alma em tão pouco tempo… Algumas pessoas demoraram um pouco pra se expressar. E em sua ânsia de querer receber gestos de amor e carinho plenos, acabou partindo. E me fez sentir culpada por não confiar e corresponder a pequenos gestos de carinho, como ficar abraçado em público, andar de mãos dadas, deixar ser acariciada, etc…

Mas devo agradecer a esse estranho, pois depois de mais de dois anos sem deixar me aproximar de alguém desse jeito, aprendi a amar. Resolvi todos os meus problemas e traumas de uma vida que haviam sido acumulados. E me descobri. E a idéia de não mais tê-lo não me incomoda mais, ou idéia de ele amar um outro alguém. A única idéia que me incomoda é a de que ele me odeie. Mas isso passa. O tempo resolve. Talvez um dia ele compreenda que eu nunca pretendi magoá-lo.

Mas, voltando, aprendi a amar sinceramente. Sem orgulho e nem complicações.

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